SEXO/GÉNERO!
portugalprofundo
Este espaço pretende ser um local de comunicação com amigos e outros personagens que o queiram enriquecer com as suas ideias e sugestões.
terça-feira, 14 de abril de 2026
SEXO/GÉNERO!
sexta-feira, 3 de abril de 2026
Semana Santa
SEMANA SANTA
Nesta semana Maior,
De dor e de humilhação
De Cristo Nosso Senhor,
Da Sua divina Paixão
E morte de cruz aviltante,
É para nós o momento
De reviver o instante
E com sentido profundo
Mudarmos o nosso mundo,
Causa porque Jesus morreu.
Para que também eu
Possa ressuscitar um dia
E alcançar a via
De me sentar lá no Céu,
Junto da majestade de Deus
Gozando em plenitude,
Da eterna virtude
E da felicidade perene,
Por Jesus Cristo prometida
A quem passasse esta vida
Em harmonia com o irmão
Desvalido, sem teto e sem pão,
Dando agasalho e comida
Ombro solidário e mão amiga
Neste duro vale de lágrimas
De conflitos e terras áridas.
Na Páscoa da ressurreição,
A Deus peço, com devoção,
A benção, a paz, a alegria
De alcançar um dia
A graça de também ressuscitar
Para no quotidiano imitar
Jesus Cristo Nosso Senhor.
Espalhando apenas amor,
Como S. Francisco d’Assis
Na sua oração magistral
De oposição a todo o mal
Que este mundo percorre,
Onde o inocente morre,
Sem apelo nem agravo,
Com bombas por todo o lado,
Sem um mínimo de compaixão,
Por quem sofre a situação
Duma guerra descontrolada,
Pelo ódio e palavra desbragada,
Por quem do mundo se acha dono.
Essas mortes não lhe tiram o sono
Por falta de consciência
De que em boa obediência
Deixar o ego inflamado
E, assim, espalhar amor
E findar com sofrimento e a dor.
30/03/2026
Zé Rainho
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026
Escrever!
Escrever é terapêutico. Desenvolve o intelecto. Previne a doença mental. Mas, escrever é, também, transpor para o papel emoções, sentimentos, acontecimentos, opiniões, sensações.
Escrever é, também, amar a língua em comunicamos preservando-a.
Eu gosto de escrever, ainda que nem sempre fique satisfeito com o que escrevo, não porque não o faça com verdade, com autenticidade, mas porque não empregue o estilo mais erudito e mais fluido, por falta de inspiração. Por isso hoje ficamos por aqui.
quarta-feira, 28 de janeiro de 2026
Novo
O novo atemoriza, inibe, faz desconfiar. E o medo paralisa. Mas as coisas só . acontecem se arriscarmos, se conseguimos dominar o medo. sem aventureirismo inconsciente.
O novo é sonho, é horizonte sem barreiras, é asa alada que suporta o vôo.
O novo só é novo enquanto não experienciamos, enquanto não o vivenciamos. Por isso, ter medo do novo é ter medo do futuro, do amanhã, do porvir e isso é estagnar e sociedade que não avança recua.
Não podemos ter medo do novo.
segunda-feira, 22 de dezembro de 2025
Neste Natal!
Neste
Natal!
Neste Natal
de incertezas.
De guerras,
conflitos, asperezas.
Só temos
esperança em Jesus.
Quem pode
aliviar os filhos seus.
Assim, nesta
réstia de esperança,
Vamos com
toda a confiança
Acreditar
num amanhã melhor,
Graças a
Deus Nosso Senhor.
Neste
caminhar sinodal,
Damos aos
irmãos um sinal
De que não
estão na luta sós,
E que numa
irmandade fraternal,
Iremos
alcançar a paz ideal
Não com
armas, mas com a voz.
22/12/2025
Zé Rainho
segunda-feira, 15 de dezembro de 2025
Educação!
EDUCAÇÃO!
Um artigo, no Jornal Público de hoje, de Cristiana Faria
Moreira sob o título “é necessária uma estratégia nacional para a formação de
adultos” relata um panorama preocupante, no que diz respeito às competências
dos adultos portugueses em idade activa para o mercado do trabalho.
É sabido que menos competências educativas correspondem a
menos salário, mais precariedade, menos oportunidades de progressão na
carreira, numa palavra, mais pobreza intelectual e material.
O problema já vem de longe e, apesar do que se fez nas
últimas quatro décadas, a avaliação realizada pela OCDE, revela que “40% dos
adultos que vivem no país, apenas é capaz de compreender textos elementares ou
de resolver problemas matemáticos muito simples” e, acrescento eu, apesar do dinheiro
despejado sobre este problema é um número que não pode deixar de nos
interrogarmos.
A Lei de Bases do Sistema Educativo 46/86 instituiu o 9º ano
de escolaridade como ensino obrigatório, o que quer dizer que os nascidos em
1980, hoje com 45 anos de idade, já tiveram a oportunidade de uma alfabetização
e uma literacia suficientes para obstar a que os resultados apresentados fossem
outros e bem melhores. Acresce que desde 2009/2010, o ensino obrigatório é o
12º ano de escolaridade ou os 18 anos de idade o que indicia que, passados
quinze anos, teríamos adultos muito mais escolarizados e muito mais
conhecedores que não se encaixassem nos referidos 40% referidos pela OCDE.
Acrescento que, na década de setenta do século passado, mais
precisamente no seu final, 1979, durante um governo presidido por Sá Carneiro, se
iniciou um processo de combate ao analfabetismo literal, que foi sendo
desenvolvido durante as últimas duas décadas do século XX, com resultados bastantes
significativos. Este projecto teve um maior incremento com o apoio do Fundo
Social Europeu durante as negociações com a, então designada CEE que foi sempre
aumentando com o PRODEP, depois da adesão do nosso país àquele projecto
europeu. Na educação, em geral e na de adultos, em particular, naquele período,
não se fez tudo, mas fez-se muito, até se mudar de política educativa.
Seria demasiado exaustivo apresentar aqui todos os malefícios
cometidos contra a Educação Pública, desde a indisciplina dos alunos, ao desprestígio
dos professores, da permissividade na avaliação, às condições sociais das
famílias portuguesas e muitas outras situações potenciadoras de abandono
precoce da escola e do nível medíocre de ensino-aprendizagem. Não é o lugar nem
o espaço para o fazer, mas pode-se dizer que se podia ter feito mais e melhor.
A mudança era possível. Era, até, necessária. Mas era preciso
fazer-se uma avaliação séria sobre o que se fez bem, o que se fez menos bem e o
que se fez mal, para definir caminhos que levassem este sector educativo para
patamares, que permitissem aos portugueses, que não tiveram oportunidades de
aprender na infância e juventude, o fizessem na idade adulta, enquanto
desenvolviam a sua actividade profissional e os jovens que tivessem um
aproveitamento melhor enquanto passam doze anos da sua vida na Escola.
Não foi assim. Neste país não se planifica e, muito menos, se
monitoriza e avalia o que quer que seja e a educação tem sido um laboratório de
experiências nunca avaliado. O que não invalidou que, no final do século XX, fosse
criada uma agência para levar a cabo uma Educação de Adultos que nos colocasse
ao nível dos nossos parceiros europeus. O que se fez?
Acabaram com o ensino recorrente, as unidades capitalizáveis,
e engendraram um esquema de certificação de competências, as célebres RVCC, que
são as mais procuradas pelos adultos que necessitam de certificação, vá se lá
saber porquê?
Qual o resultado? O mínimo que se pode dizer é que é
medíocre. Melhoraram as estatísticas, as certificações, mas pioraram os
conhecimentos. E isto tem responsáveis.
Desde logo os responsáveis pela alteração, e falta de
monitorização do novo modelo, mas também todos aqueles que continuaram a
alimentar um modelo que não mostra resultados satisfatórios em todo o sistema
educativo público, escola regular e escola recuperativa.
Neste país chora-se sobre o leite derramado, nunca se exige
responsabilidade e por isso, assim estamos.
9/12/2025
Zé Rainho
domingo, 9 de novembro de 2025
AO AMOR DA
MINHA VIDA!
Queria
oferecer-te um ramo de rosas
Brancas,
ornado de bonitas palavras,
Onde cada
pétala te falasse de amor
De
dedicação, medos, preocupação,
Mas também
de alegria e felicidade
De sintonia
e total cumplicidade.
Queria que
fosse em verso ou prosa
Que fosse
com elevada sabedoria
Mas a tanto
não chega a erudição
Deste
humilde e gasto coração.
As palavras
perderam densidade
Já não
referem o amor autêntico
Falam de
amor volúvel, efémero
Paixão,
sexo, relação ou curtição
E não
referem fidelidade, devoção,
Bem-querer,
quase adoração.
Por isso,
meu amor, neste dia
Só te posso
oferecer a imensa alegria
De contigo
partilhar a ambição
Da total e
completa comunhão.
Nestas
dezoito invertidas Primaveras
Agradeço ao
nosso Deus, deveras,
A graça de
ter como minha companhia
Pedindo-lhe
que te dê vida e alegria,
Num sentimento
de incauto egoísmo
Desejar que
te livre de sofrido abismo.
Queria
dizer-te o sentir do meu coração
Não sou
capaz, não tenho condição
Para
expressar todo o sentimento
E por isso
mesmo lamento
Dizendo-te,
apenas, que te amo.
21/08/2024
Zé Rainho