TU!
Tu que me
afogas as mágoas;
Tu que me
dás alegria nas tristezas;
Tu que estás
presente nas derrotas;
Tu que és
precioso nas vitórias;
Tu que
serves para festejar o sucesso;
Tu que és
consolo no fracasso;
Tu que me
ergues quando estou no chão;
Tu que me
derrubas quando estou eufórico;
Tu que dás
vida aos mortos;
Tu que
tornas mortos os vivos;
Tu que és
consolo na dor;
Tu que és orgulho
no júbilo;
Tu que és
néctar de degustação;
Tu que és
divino na consagração;
Tu que és fantástico
para aquecer;
Tu que és imprescindível
para refrescar;
Tu que vens
da cepa torta;
Tu que
amadureces na pipa de castanho;
Tu que sacias
a sede aos sequiosos;
Tu que brindas
à felicidade;
Tu que és
ritual de comemoração;
Tu que és refrigério
e consolação;
Tu que dizes
que o primeiro bebe-se inteiro;
O segundo
até ao fundo;
O terceiro
como o primeiro;
O quarto
como o segundo;
O quinto até
ao fundo;
Tu que és néctar
do Olimpo;
Tu que és sustento
na choupana;
Tu que és
repleto de virtudes;
Tu que tens
todos os defeitos;
Tu que
serves o rico e o pobre;
Tu que és
plebe e és nobre;
Tu que és
causa de dor e sofrimento;
Tu que és
motivo de alegria e alento;
Tu que és
tudo e o seu contrário;
Não és fruto
de alquimia;
Não és
resultado de magia;
Tu és
simples poesia;
Porque és
vinho puro, és alegria.
8/8/2024
Zé Rainho
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