Anda numa inquietação a Abrilada que não deixa passar um dia sem que venha publicar as "virtudes" de uma revolução para que as novas gerações não esqueçam o que foi o Estado Novo.
Não são capazes de demonstrar à evidência, com verdade e com ciência histórica, o que foi a Abrilada de 1974. Porque, como é bom de ver, poucas virtudes teriam para mostrar e muitos malefícios que necessitariam de justificar.
Muitos dos intervenientes deixaram o espaço aberto à comunada que se aproveitou das riquezas para as desbaratar, dividindo-as entre si ficando o povo, não na miséria em que estava mas pior, mais pobre e sem trabalho porque a reforma agrária, as nacionalizações, as armas em boas mãos - como dizia o Otelo - tudo isto serviu uma classe política que ainda hoje colhe os frutos das árvores que não plantou.
É verdade que os Partidos Políticos ditos Democráticos se puseram a jeito e foram sempre eles que permitiram que os parasitas, os oportunistas, os da bandeirinha colhessem os louros que um punhado de bravos teve a coragem de arriscar a carreira militar e a própria vida no derrube de Estado obsoleto, minado por dentro e por fora, com velhinhos sem garra e sem forças para mais do que as intrigas palacianas.
O Povo oprimido julgou que vinha a salvação e deixou andar. Sempre teve um quê de sebastianismo e, como tal, espera que sejam os outros a resolver as situações enquanto ele fica descansado no sofá, como treinador de bancada em que sempre foi exímio.
Nunca recebeu mais do que migalhas caídas do prato abastado dos que se sentaram à mesa do Orçamento. A estes é vê-los com Reformas chorudas, lugares de destaque e de chefia para si e para os seus filhos enquanto que para o Povo e seus filhos sobram agruras, pobreza, trabalho duro por um ordenado mínimo miserável que nem sequer dá para educar os seus filhos para uma perspectiva de futuro melhor.
Face a isto e com o conivência de governos corruptos que dão azo ao descontentamento generalizado da população, com o apoio de uma Justiça injusta, ineficaz e diferente para os ricos e para os pobres, é claro que a costumeira abrilada encontra terreno fértil para acicatar os ânimos dos descontentes dos que foram espoliados pelo Estado Novo e continuam a sê-lo por este Estado de Sítio.
Não quero falar nos povos africanos que cobardemente abandonaram ao seu destino cruel de doença, fome, miséria e morte, mantendo no poder desses países uma oligarquia corrupta, ditatorial, da mais requintada ladroagem.
Mesmo assim nós, os seres pensantes, honestos, trabalhadores devemos estar atentos porque esta corja não desiste de arruinar o País e de submeter o Povo aos maiores vexames e às mais duras provas de vida.
Esperemos que a História venha, um dia a aclarar situações e que a Justiça seja verdadeira e faça pagar as dívidas aos ladrões e saqueadores de uma Pátria que deveria ter orgulho do Povo que tem e, por causa de uma mão cheia de cobardes, parasitas e ladrões, se vê amesquinhada internacionalmente e o povo apelidado de mandrião e pouco honesto e menos produtivo.
Viva o 25 de Abril mas morra a Abrilada.
Este espaço pretende ser um local de comunicação com amigos e outros personagens que o queiram enriquecer com as suas ideias e sugestões.
sexta-feira, 4 de abril de 2014
segunda-feira, 24 de março de 2014
Pura distracção...
Para distrair…
Oh! Compadre não quer lá ver
O que o povo anda a dizer:
Que agora é que vai ser,
A crise a desaparecer,
O emprego a crescer,
A vida a melhorar.
Até se vai poder viajar,
Pró Brasil ou pr’a Paris.
No Brasil temos o Lula a ajudar.
Em Paris vem o Sócrates dar lições,
De como fazer milhões,
Mesmo sem puxar dos galões,
De político em Portugal.
Basta saber viver de expedientes,
Ir a umas aulas à Universidade,
E através de cunhas e conhecimentos,
De figurantes e
alguns atrevimentos,
Conseguir sem trabalho nem suor,
Fazer mais do que outros alunos e melhor.
O mestrado em coisa tão vasta,
A confiança no Mundo,
Mesmo que este vá ao fundo,
Que nenhum saber basta.
Para ser específico e concreto,
Então escreve-se um livro discreto,
Apoiado pela Fundação Soares,
Que teve pagar os favores de lhe dares
Dinheiro a rodo, por coisa nenhuma,
Fundação que o povo paga sem obra alguma,
De quem nada faz de substancial,
Nada para o bem e tudo para o mal,
Visto que não passa de trapaça.
Como outras que pela vida fora,
Fizera em todo o lugar e hora,
Usando o que é do povo em seu favor,
Mesmo depois de se saber que tal labor,
Nada teve de altruísta ou pendor,
Na prática do bem maior,
Que é fazer o semelhante feliz.
Ele que desde petiz,
Sempre teve de tudo,
Do bom e do melhor,
Sem esforço nem suor
Mas que o pai padre lhe deu.
Depois o Estado que julga seu,
Lhe permitiu ser usuário,
Do trabalho e do salário,
Dos pobres trabalhadores,
Em nome de quem diz lutar.
Mas afinal o resultado,
Não é mais que um ultraje,
Como quando disse:
“desapareça sr. Guarda”,
Sem respeito ou consideração,
Pelo lugar que ocupava na Nação,
Pelo Povo que o elegeu e protegeu,
Como se de Deus se tratasse,
Quando afinal o plebeu,
Não merece tal céu,
Nem um inferno qualquer.
Por isso manda a mulher,
Arranjar mais uns cobres,
Numa fundação para pobres,
Que nunca viram nenhum,
Mas serve sempre para algum,
Da camarilha se aproveitar.
Porque tal dinheiro é oferta,
Desse povo que não desperta,
De tamanha modorra,
Não vendo que são da Camorra,
Os bens por eles arranjados,
Não podendo ser despejados,
Porque são donos do País,
Onde nem têm raiz.
Mas desde que cá meteram o nariz,
Sempre souberam aproveitar,
A benevolência popular,
Para tal família aturar,
Sem ao menos recalcitrar.
De tanta desfaçatez e roubalheira,
É assim desta maneira,
Que se vive neste País,
Idolatrando pantomineiros,
Como se fossem os primeiros,
A pugnar pela Justiça.
Mas afinal eles só são useiros,
Em se aproveitar da clemência,
De quem da indulgência,
Faz prática quotidiana,
Todos os dias e semana,
Meses e até anos.
Apesar dos desenganos,
E dos falsos espartanos,
Que se mostram como fulanos,
Sem carácter nem tutano,
Para serem governantes a sério,
Levar o país para o etéreo,
Bem estar, até riqueza solidária,
Numa Pátria que não quer ser perdulária.
terça-feira, 4 de março de 2014
Guerra!
Já passei por duas guerras. A segunda Mundial que nos trouxe miséria, fome, senhas para obter alimentos. Não houve mortes por tiros ou bombas mas houve muitas mortes prematuras por subnutrição.
A outra participei nela, a contra-gosto, como furriel miliciano, no então Ultramar. Esta trouxe-me raiva, desespero, desgosto. Principalmente, desgosto. Sim desgosto, não por perder tudo - o que de material se possui - o que construí em toda a minha adolescência e juventude e com o qual vivia feliz e contribuía para a felicidade dos meus, mas por me terem retirado os cheiros, os pôr-do-sol, o mar cálido, os afectos e tudo aquilo que não compra com dinheiro.
Agora, em plena velhice, parece-me que umas bestas que nada aprenderam com a História voltam a ameaçar com uma Guerra que pode ser um grande tragédia para toda a humanidade. A Ucrânia está em Guerra e a Rússia acicata-a. Quer mais. Quer mais países envolvidos. Quer calcar com a bota da tropa a liberdade de um povo que ainda mal teve tempo da saborear.
E não se diga que é lá longe. Que pode não chegar cá. Sempre chegou, de uma forma ou de outra. Não é agora na época da globalização que nos deixam de fora. E nós, pobre país periférico e pequeno, apanhamos sempre por tabela sem termos capacidade para ripostar, para desobedecer aos comités ao politburos que grassam em todo o mundo.
É triste tal sina. Principalmente depois de tanta inovação e evolução que a paz permitiu à humanidade. Mas esta raça de políticos anacrónicos não são capaz de ver para além do seu umbigo e está tudo dito.
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
A Alienação da Cultura
Os Quadros do Miró
Deveria antes dizer os meus e os teus quadros que foram pintados pelo Miró. Sim é que os Quadros foram adquiridos pelo BPN e este antro foi nacionalizado pelo Sócrates sendo, consequentemente, nosso porque foi pago com os nossos impostos, com a redução dos nossos salários e pensões, com o nosso dinheiro e não com o dinheiro do Sócrates. Logo os Quadros são nossos, repito.
Assim sendo, deveríamos ser consultados sobre o seu destino e não deixar ao livre arbítrio do Passos o que fazer.
Sim, principalmente, ao Passos que é um ignorante, um inculto e, consequentemente, não sabe, não tem a noção do valor material e do valor simbólico das oitenta obras do Miró.
Todos nós estamos habituados a ouvir os mais assisados que, nas situações de aperto, "vão-se os anéis e fiquem os dedos" mas neste caso não se trata de anéis, trata-se de cultura, de valor imaterial e não de preço. Porque é que este asno em vez de vender os Quadros não vende os automóveis que usa e abusa sem pudor e sem direito? Porque é que em vez de ter mais do que uma dezena de motoristas e muitas dezenas de assessores, secretárias e ajudantes de qualquer coisa, não trabalha, não estuda ele os processos e poupa milhões de Euros ao erário público?
Quando é que este povo se levantará em revolta, qual Maria da Fonte, para correr à vassourada esta gente tão incompetente, tão ignorante, tão arrogante, tão criminosa?
Quando é que esta Nação voltará a ser uma Nação séria, respeitada, respeitosa e com um povo feliz?
Porventura seria precisa uma revolução a sério para extirpar tudo o que de podre deixou a Abrilada que foi este regime corrupto, ditatorial e esbanjador?
Um dia será. Tenho essa Fé. Tenho essa confiança. Não será enquanto eu vivo mas isso não importa, importas sim que se altere este funcionamento do Estado para bem dos nossos filhos e netos.
Assim seja...
domingo, 19 de janeiro de 2014
Retomar
Há muito que não ando por aqui. Não perguntem qual a razão. Não saberia responder.
Como na vida é sempre um prazer revisitar lugares, pessoas, recordações. Pois aqui estamos a revisitar este sitio que tantos e tão bons momentos nos proporcionou.
Hoje, só para cumprimentar os seguidores que ainda terão a paciência de por aqui passar. Depois logo se vê.
Deixo um poema para adoçar a passagem:
Um Grande Amor:
Porque tardas amor?
Se sabes que, tal tardança, mata.
Tu que também sofres a dor,
Do tempo de espera, que não ata nem desata.
Apressa-te se quiseres sentir o respirar,
De quem não aguenta mais esse tardar.
De quem se fina de dor,
De quem não suporta tanto amor.
Este amor adulto, mas inquieto,
Mais parece um juvenil assustado,
Que não sabe estar senão irrequieto.
Não tardes amor e regressa alado,
Para suavizar o sofrimento incerto,
E assim farás feliz o ser amado.
Zé Rainho
Como na vida é sempre um prazer revisitar lugares, pessoas, recordações. Pois aqui estamos a revisitar este sitio que tantos e tão bons momentos nos proporcionou.
Hoje, só para cumprimentar os seguidores que ainda terão a paciência de por aqui passar. Depois logo se vê.
Deixo um poema para adoçar a passagem:
Um Grande Amor:
Porque tardas amor?
Se sabes que, tal tardança, mata.
Tu que também sofres a dor,
Do tempo de espera, que não ata nem desata.
Apressa-te se quiseres sentir o respirar,
De quem não aguenta mais esse tardar.
De quem se fina de dor,
De quem não suporta tanto amor.
Este amor adulto, mas inquieto,
Mais parece um juvenil assustado,
Que não sabe estar senão irrequieto.
Não tardes amor e regressa alado,
Para suavizar o sofrimento incerto,
E assim farás feliz o ser amado.
Zé Rainho
segunda-feira, 15 de abril de 2013
Os aparelhos!!!
Soubemos pela Comunicação Social o que há muito pressentíamos. O Líder do PS foi reeleito com 96 por cento e mais uns pósitos de votos dos seus camaradas de Partido. Pouco mais de 26.000 dos 45.000 possíveis eleitores com uma abstenção que ronda os 40%. E isto leva-nos a algumas reflexões:
A primeira é de que já nem os militantes partidários se dão ao trabalho de escolher os líderes logo, deixam de ser militantes, na verdadeira acepção da palavra, por que não militam, não lutam, não discutem, não se interessam, não fazem parte dos que acreditam;
A segunda merecia uma discussão mais alargada mas vamos simplificá-la. Dizem que a eleição na ditas directas é mais democrática porque permite a intervenção de todos os militantes e não só da cúpulas. Damos de barato que assim seja. Então para que serve o congresso que se realiza no fim do mês? É para a entronização? Para o culto da personalidade?
Não se podem discutir ideias (moções) porque os congressistas estão todos arregimentados e obrigados pelo voto que fizeram nas directas. Para as directas também não houve lugar ao debate, nem sequer candidatos alternativos, credíveis. A pergunta mantém-se: Para quê gastar tanto dinheiro?
Há uns anos atrás discuti este assunto com o actual líder do PS e, para não quebrar o sigilo que impõe sobre uma conversa privada e em ambiente amigável, não direi qual era a sua opinião na altura. Não o condeno hoje por ter aproveitado as regras estabelecidas que vêm de trás.
Para não tornar longa esta postagem não continuaremos a dissecar o assunto mas concluímos aquilo que há muito sabemos: os aparelhos partidários são máquinas trituradoras que conseguem dominar e minar os Partidos e, consequentemente, dominam e minam o País. Por isso assistimos continuamente a compadrios, a benesses, a coberturas e branqueamento de situações perante a Justiça que não é equitativo com situações de qualquer cidadão.
Desta feita o aparelho vai colocar o Tó Zé como primeiro ministro. Oxalá ele consiga contrariar o espírito jota que prevalece nos actuais partidos do arco governativo. Tenho as minha dúvidas mas...
terça-feira, 19 de março de 2013
Sorte madrasta!!!
Que povo é este, meu Deus? Que gente é esta que geramos? Dizem por aí uns "entendidos" eu chamaria vendidos, que os Partidos Políticos são o cerne, o fundamento, o pilar da Democracia, será?
Se Democracia é o poder do povo para que é que o povo precisa de Partidos, como se precisasse de Clubes de Futebol ou de usurários, ou proxenetas, ou de exploradores e de esclavagistas ou agiotas, de Partidos do tipo existente, sem ideologia, sem programa, sem princípios. Talvez precise de Partidos mas, neste caso, terá de expurgar estes, reformulá-los, refundá-los, aniquilá-los, para surgirem outros puros, limpos, claros, transparentes. Menos palavrosos, mas com mais Palavra. Menos demagogos, mas com mais sentido de Estado, de Nação de Povo.
Precisamos de gente que não se aniquila perante o poder do dinheiro. Não se submete perante a cunha ou o Poder da influência. Precisamos de gente que não se acobarde perante os poderosos deste mundo. Precisamos de gente que morra de pé por um ideal, mas não viva de joelhos perante um corruptor.
Precisamos de retroceder no tempo para irmos catar as fórmulas mais genuínas de viver numa sociedade mais justa, nem que apenas consigamos as teorias, já que as práticas podem não ser tão edificantes. Mas, com as teorias, refazermos o paradigma que nos ensine a viver como irmãos, interdependentes, indissociáveis porque, afinal, vistas bem as coisas sozinhos não somos ninguém, mesmo que carregados de ouro.
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