segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Esboço de História contemporânea


Decorriam as duas últimas décadas da monarquia constitucional, com um Rei intelectualmente superior, um investigador, um pintor, um homem da cultura e um governo que desde a Constituição de 1822 alternava entre dois Partidos Políticos devidamente legalizados.

Tempos conturbados, com um Partido Republicano com alguma importância e implantação em Lisboa, que tudo fazia para derrubar a Monarquia.

Havia inimigos internos do regime monárquico mas os externos ainda eram mais e com maior poder.

Daí que a vida do penúltimo Rei de Portugal não tenha sido nenhum mar de rosas. Ele que sofreu diversos contratempos num reinado que pretendia que fosse mais ligado aos prazeres da investigação marítima, à pintura, à caça e ao galanteio às mulheres do que à tarefa maçadora da governação.

Desde logo o Ultimato Inglês país com quem Portugal tinha a mais antiga aliança, ainda que não fosse, necessariamente, a melhor aliança.

Este Ultimato foi motivado pelo célebre Mapa Cor-de-Rosa estabelecido entre Portugal e Espanha, que dividia as possessões ultramarinas entre estes dois Países. Sendo este acto um direito de ambos, porque foram eles os descobridores e primeiros povoadores dos territórios descobertos, mas tal deixava de fora a cobiça da maior parte dos países da Europa que via naqueles territórios uma fonte de rendimentos, sem esforço.

Com amigos destes quem é que precisa de inimigos.

Mas as coisas são como são e os pobres, os pequenos, os indefesos são muito vulneráveis à inveja e ao poder dos ricos e poderosos.

Internamente e como acima se disse o Partido Republicano procurava deitar as garras de fora daí a Revolução de 31 de Janeiro.

Para o descontentamento popular e para reforçar o ideal republicano muito contribui João Franco Presidente do Governo, com o seu caciquismo e os seus laivos ditatoriais.

Acresce a todas estas diatribes internas as revoltas do Ultramar, desde a Guiné a Timor e consequente repressão pelos Governadores locais, representantes do Rei.

Mas, mesmo que em lume brando a revolta ia-se instalando, muito devido à numerosa e cada vez mais parasitária Corte Real, enquanto os trabalhadores e os operários cada vez viviam com mais dificuldades, muitos deles no limiar da sobrevivência.

Daí até nova tentativa de revolução fosse um passo muito curto que, desta vez, foi gorada em 21 de Janeira de 1908. Não resolvendo o problema serviu de incubadora para uma aliança espúria entre a Maçonaria e a Carbonária e para o trágico acontecimento do Regicídio com o assassinato de D. Carlos e seu filho D. Luís Filipe em pleno Terreiro do Paço em Fevereiro desse mesmo ano.

sábado, 19 de dezembro de 2015

Inquietação

"Vemos ouvimos e lemos não podemos ignorar" e isso deixa-nos inquieto. O espírito em ebulição. São os dramas familiares onde pontifica a violência doméstica ou a doença grave. O desemprego e a falta do mínimo indispensável para uma Ceia de Natal condigna.
A guerra e as suas terríveis consequências. Os lucros indecorosos de traficantes de várias espécies, desde drogas a armas passando por influências e abusos de Poder.
No tempo de Jesus - no tempo em que andou por este mundo em corpo e alma - os Sacerdotes, os Escribas e os poderosos do seu tempo produziam pobres e enriqueciam. Hoje não estamos longe disso, talvez até seja pior.
Estamos em época natalícia e já é um lugar comum desejar-se paz, abundância de saúde e de bens materiais. E esse desejo é recíproco até parece sincero mas o que vemos, na prática? Cada vez mais desordem mais oportunismo, mais ladroagem mais parasitas a sugarem o suor do outro.
Não sei se é pedir muito mas queria desejar, do coração, a todos os meus familiares e amigos a melhor saúde, a mais santa paz, a melhor realização pessoal e profissional e a mais doce vivência natalícia.
Mas tenho medo. Os casos do anterior governo deixaram-me marcas. Enquanto os ricos ficaram muito mais ricos os desgraçados do trabalhadores perderam os seus direitos e os seus rendimentos. O mesmo aconteceu aos pensionistas e a Banca delapidou um incalculável número de dinheiro que, depois de roubado, foi enviado para o estrangeiro deixando o País muito mais pobre. Mas, se isto aconteceu com o anterior Governo o actual não me dá garantias nenhumas. É ver-se o que está a acontecer com os Mercados, com a desconfiança de Bruxelas, com o Poder inusitado da CGTP que sendo uma hipotética organização dos trabalhadores é que, de facto, prejudica os que trabalham e muitos daqueles que, querendo trabalhar, não conseguem arranjar emprego.
Preocupa-me os desvarios das Empresas Públicas mal administradas e sem responsabilização dos seus dirigentes. Deixam-me ansioso as Empresas Privadas que só têm na mira o Lucro fácil não respeitando nem valorizando os seus melhores activos que são os trabalhadores.
E todo um rol de preocupações que não vejo serem adoptadas quer pelos directamente interessados quer pelos que deveriam ser factor de equilíbrio e verdadeiramente fiscalizadores.
A nível internacional já nem é novidade aflige-me a questão dos refugiados da fome e da guerra e o radicalismo Islamita.
Que o Senhor Deus nos ilumine para que cada um de nós faça a nossa parte para termos, no próximo ano, um Mundo melhor para todos.

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

25 de Novembro de 2015

25 de Novembro de 2015
Faz hoje quarenta anos que um punhado de Portugueses de Lei nos livraram do jugo comunista.
Hoje depois de uma jogada do perdedor das eleições do passado dia 4 de Outubro p.p. voltámos a estra debaixo do jugo do Partido Comunista e da esquerda caviar.
Não sei qual deles é mais perigoso mas tenho a certeza que vamos pagar caro esta aventura.
O traidor Costa que apeou o António José Seguro de forma nojenta vai agora conseguir que os Comunistas nos ponham a pata em cima.
Vamos dar tempo ao tempo para termos provas concludentes de que toda a esquerda portuguesa não é de confiança.
Isto não iliba a direita, que tem feito muitas asneiras, mas nunca nos coartou a liberdade. Já a esquerda através das suas correias de transmissão como a CGTP e outros satélites não demorarão muito em deitar as garras de fora.
A ver vamos como diz o cego.
  

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Retornados

RETORNADOS!
Já passaram 40 anos e só agora se começa a falar com algum à vontade sobre a problemática dos retornados.
Espero que a abordagem seja verdadeira e isenta. Espero, igualmente, que se chamem os "bois pelos nomes" e não haja nenhuma situação de lavagem de imagens de muitos traidores e ladrões que foram os causadores e os culpados de tão gigantesca tragédia. Há ainda muitos vivos e por isso é bom que essa corja veja o seu nome associado a este crime hediondo.
Sabemos que houve muitos condicionalismos e muitos influenciadores de uma descolonização desastrada, desonrosa, cobarde, canalha, onde a ladroagem se banqueteou com os despojos de muitos portugueses honrados, trabalhadores, dinâmicos e heróis que fizeram de um aglomerado de tribos de indígenas, países desenvolvidos onde havia trabalho, saúde, educação e justiça para todos.
Ninguém é santo impoluto neste processo mas os retornados são, seguramente, apenas vítimas.
E é às vítimas que se deve a reparação dos danos causados. Muitos deles perderam tudo, incluindo a própria vida. Por isso é justo que os mentores, traidores e oportunistas paguem e sofram as consequências das suas decisões, arbitrariedades e oportunismo.
As potências Mundiais que tiveram relação directa ou indirecta com a situação, também devem ser responsabilizados e os seus dirigentes levados a Tribunal Internacional.

domingo, 22 de junho de 2014

Campeonato do Mundo de Futebol

Não sou grande adepto de futebol mas sou um Português dos quatro costados e, como tal, estou a torcer para que Portugal ganhe aos estados Unidos e ganhe ao ao Gana para passar aos quartos de final deste Campeonato do Mundo.
Esta selecção é muito boa e tem jogadores que nos seus clubes, no estrangeiro a maioria deles, são referências internacionais mas, há sempre um mas, parece que os jogadores tem gosto em fazerem sofrer os portugueses. O jogo com a Alemanha  foi um desastre total e absoluto.
Azares com lesões, expulsões inaceitáveis, e uma derrota desonrosa.
Vamos ter Fé e confiança que hoje com os EUA vai ser diferente e vamos nós, não humilhar, mas ganhar.
Assim esperamos e que todos façam o seu dever.

sábado, 7 de junho de 2014

Portugal traído...

Já os Romanos diziam que este povo nem se governa nem se deixa governar. Os Romanos nunca nos conheceram bem. Eventualmente conheceram a parasitagem que se acotovelava na manjedoura da Corte ou dos Senhores Feudais.
O povo sempre foi humilde, trabalhador, honesto, cumpridor dos seus deveres, pouco exigente com os seus direitos.
Este povo sempre foi fácil de governar e até de domesticar. Raramente levanta a cabeça para enfrentar o carrasco. Dificilmente é insolente para quem o explora, o rouba, o trai, o despreza.
Este povo teve referências que se habituou a reverenciar. Teve beneméritos a quem soube sempre, agradecer. Teve heróis a quem sempre honrou e valorizou.
Mas, como é do bom vinho que se faz o melhor vinagre, também o povo está a azedar. Vê-se na redução de dádivas para o Banco Alimentar. É da crise, dirão, mas não é só. No passado ano a crise estava aí em pleno e em força e a generosidade veio ao de cima.
A abstenção está em níveis nunca vistos. Dirão que é a austeridade que tira a vontade de escolher os deputados. Poderão dizer, também, que os políticos são todos iguais e, por isso, não merecem qualquer esforço para se ir votar.
Tudo boas razões para justificar o que não precisa, sequer, de justificação. São verdades e estas são como punhais, certeiros.
Porém, para nós, é o Povo que está a ficar azedo. Estar a deixar vir ao de cima a sua raiva, contida durante muitos anos. Está a ficar farto de tanta vilania, de tanta baixeza, de tanta podridão, de tanta corrupção, de tanto desvario de uns, poucos, e de tanto sacrifício de muitos. E, se em determinada altura desanimou agora quer justiça, célere, cega, surda e igual para todos.
Por isso já não respeita o Presidente da República. Já não considera a Assembleia da República. Já não confia nos Tribunais. Já não espera nada dos Militares que estão acorrentados à ineficácia e à carência de meios que os pudessem sublevar.
Perante este retrato, cruel, mas real, resta-lhe a Rua, as palavras de ordem e o desprezo pela política, ou melhor, pelos políticos. Por isso não vota. Por isso insulta. Por isso desrespeita.
No Governo é o que se sabe. Continuam a viver à tripa forra, a beneficiar os correlegionários, a comprar viaturas de alta gama, a ter assessores, secretárias, motoristas, consultores, às carradas, sem critério, sem pudor e, para que tal possa acontecer, sacrifica os que estão mais à mão: funcionários públicos e reformados e pensionistas da função pública.
Depois fazem umas birras perante os Portugueses dizendo que a culpa é do Tribunal Constitucional.
Este fica zangado porque o Governo é ingrato. E ambos têm razão, não é verdade?
Então o Governo queria fazer todas as asneiras que lhe aprouvesse e não queria que ninguém lhes dissesse que são incompetentes, incapazes, inconstitucionais, e que não respeitam os direitos de igualdade, quer nas benesses, quer nos sacrifícios. Que há uns portugueses de primeira, que enriquecem escandalosamente e outros que empobrecem, dia-a-dia, tristemente, chegando a passar fome. Esta realidade o Governo não quer que apareça na opinião pública porque eles, na sua óptica, são os melhores do mundo, são heróis que só fazem o melhor para o povo e este, ingrato, não reconhece.
O Tribunal Constitucional fica zangado com o Governo pois até considerou que sendo inconstitucional a Lei que o Governo apresentou esta, só o é de Junho em diante, até aí, apesar de o ser os Meritíssimos até consideram que podem fechar os olhos e fazer com que não seja e mesmo assim o Governo ainda os ataca. Não há direito. Tanta ingratidão é lamentável.
O maior Partido da Oposição até ganhou as eleições há cerca de 15 dias mas mesmo assim, porque não ganhou por muitos, há que substituir o Líder. É como os treinadores de futebol. A equipa anda nas noitadas e não rende, o treinador esforça-se modificando estratégias e mudando tácticas e lá ganha pela margem mínima. Tem que sair. Não rende.
Pela amostra de uns, poucos, argumentos, bem se pode dizer que os Romanos tinham razão quanto à parasitagem. Esta não se governa nem se deixa governar. E, desta vez, terá que ser o Povo a mostrar que é capaz de tomar as rédeas do seu destino.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

ABRILADA

Anda numa inquietação a Abrilada que não deixa passar um dia sem que venha publicar as "virtudes" de uma revolução para que as novas gerações não esqueçam o que foi o Estado Novo.
Não são capazes de demonstrar à evidência, com verdade e com ciência histórica, o que foi a Abrilada de 1974. Porque, como é bom de ver, poucas virtudes teriam para mostrar e muitos malefícios que necessitariam de justificar.
Muitos dos intervenientes deixaram o espaço aberto à comunada que se aproveitou das riquezas para as desbaratar, dividindo-as entre si ficando o povo, não na miséria em que estava mas pior, mais pobre e sem trabalho porque a reforma agrária, as nacionalizações, as armas em boas mãos - como dizia o Otelo - tudo isto serviu uma classe política que ainda hoje colhe os frutos das árvores que não plantou.
É verdade que os Partidos Políticos ditos Democráticos se puseram a jeito e foram sempre eles que permitiram que os parasitas, os oportunistas, os da bandeirinha colhessem os louros que um punhado de bravos teve a coragem de arriscar a carreira militar e a própria vida no derrube de Estado obsoleto, minado por dentro e por fora, com velhinhos sem garra e sem forças para mais do que as intrigas palacianas.
O Povo oprimido julgou que vinha a salvação e deixou andar. Sempre teve um quê de sebastianismo e, como tal, espera que sejam os outros a resolver as situações enquanto ele fica descansado no sofá, como treinador de bancada em que sempre foi exímio.
Nunca recebeu mais do que migalhas caídas do prato abastado dos que se sentaram à mesa do Orçamento. A estes é vê-los com Reformas chorudas, lugares de destaque e de chefia para si e para os seus filhos enquanto que para o Povo e seus filhos sobram agruras, pobreza, trabalho duro por um ordenado mínimo miserável que nem sequer dá para educar os seus filhos para uma perspectiva de futuro melhor.
Face a isto e com o conivência de governos corruptos que dão azo ao descontentamento generalizado da população, com o apoio de uma Justiça injusta, ineficaz e diferente para os ricos e para os pobres, é claro que a costumeira abrilada encontra terreno fértil para acicatar os ânimos dos descontentes dos que foram espoliados pelo Estado Novo e continuam a sê-lo por este Estado de Sítio.
Não quero falar nos povos africanos que cobardemente abandonaram ao seu destino cruel de doença, fome, miséria e morte, mantendo no poder desses países uma oligarquia corrupta, ditatorial, da mais requintada ladroagem.
Mesmo assim nós, os seres pensantes, honestos, trabalhadores devemos estar atentos porque esta corja não desiste de arruinar o País e de submeter o Povo aos maiores vexames e às mais duras provas de vida.
Esperemos que a História venha, um dia a aclarar situações e que a Justiça seja verdadeira e faça pagar as dívidas aos ladrões e saqueadores de uma Pátria que deveria ter orgulho do Povo que tem e, por causa de uma mão cheia de cobardes, parasitas e ladrões, se vê amesquinhada internacionalmente e o povo apelidado de mandrião e pouco honesto e menos produtivo.
Viva o 25 de Abril mas morra a Abrilada.