domingo, 16 de fevereiro de 2025

Intrigante!

 

INTRIGANTE!

Há coisas que vemos que não podem deixar de nos questionar. Dois exemplos:

1.      Por que será que numa Igreja onde assistem à Eucaristia dominical cerca de cinquenta pessoas só três são do sexo masculino?

2.      Por que será que no mesmo dia, da parte da tarde, num café num número muito semelhante de pessoas só meia dúzia são do sexo feminino?

Perante estas perguntas que nos parecem pertinentes assalta-nos o pensamento, algo bizarro, de que os homens não acham interessante, nem necessário, frequentar a casa de Deus, não precisam de Deus, no fundo. Por serem superiores? Por sentirem que irem à Igreja os menoriza?

Ao contrário ir ao café, confraternizar com os amigos, já é coisa de homem?

São algumas perguntas sem resposta e isso não pode deixar de ser inquietante e ao mesmo tempo intrigante.

De qualquer forma estes factos reais e objectivos não podem deixar de ser reflectidas até porque poderão consistir numa demonstração de um certo machismo retrógrado inaceitável.

15/02/2025

Zé Rainho

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025

Percepções!

 

PERCEPÇÕES!

Percepções é um dos vocábulos mais em voga na opinião publicada. São estudos, são gráficos, são rankings, que a indicam. Um desses índices apresenta-nos Portugal a piorar no que concerne à percepção da corrupção, num mundo cada vez mais corrupto e mais venal.

Percepções são sensações baseadas em factos individuais que, facilmente, entram no domínio da generalização por parte das pessoas. Isto tudo acontece porque, de facto, tem um fundo de verdade. Não cai do céu aos trambolhões, mas baseia-se em acontecimentos sentidos por alguém em algum lugar.

E de quem é a culpa? Se calhar é de todos nós que não nos incomodamos com as pequenas ou as grandes cunhas, com as pequenas ou grandes gorjetas dadas aos servidores públicos para safar uma multa ou para engendrar uma solução para o nosso problema, sem que nos importemos se isso atropela alguém que estava à nossa frente na fila.

Mas, certamente, a culpa é da política e dos políticos, da justiça e dos seus agentes que, com maiores responsabilidades, não acautelam a equidade entre todos os cidadãos, protegem a impunidade de alguns e não punem, exemplarmente e em tempo útil, os prevaricadores.

Quando deputados e membros de órgãos do Estado aparecem, em catadupa, a ser investigados por crimes cometidos, particularmente contra o bem público, demonstram que a política é frequentada por gente sem escrúpulos, o que torna uma nobre actividade num chiqueiro nauseabundo.

Quando a justiça demora eternidades a apurar responsabilidades criminais e deixa prescrever muitos dos crimes por ultrapassar os prazos previstos na Lei demonstra que não é justiça e que não é justa, principalmente, para os mais frágeis e os mais desprotegidos. Basta atentar na última prescrição que aconteceu com o cartel da Banca que deixou de pagar muitos milhões de euros que foram surripiados aos clientes numa atitude, comprovadamente, criminosa.

Assim, não admira que o País, a Nação, não fique bem na fotografia que aprecia os níveis de corrupção e nos coloque ao nível de países do terceiro mundo, deixando, deste modo, de ser percepções e passam a ser factos reais.

Isto leva-nos a intuir que os corruptos são, na maioria, políticos e, como os políticos são eleitos e filhos do povo é fácil aduzir que o povo é corrupto, na sua essência. É duro constatar isto, mas não há como evitar.

Como é que todo este imbróglio se pode resolver? Com educação, com formação permanente e ao longo da vida, com sentido ético e valores morais, com censura permanente do chico-espertismo popular, do oportunismo, da cunha, do egoísmo, bem ilustrado pelo ditado popular que diz: “em cama estreita nós na frente”.

Se queremos ombrear com os países mais transparentes com níveis de vida mais arejado e mais limpo temos de mudar muita coisa logo a partir da infância. Mas um país membro da União Europeia não pode, ou não deve, ficar conhecido como um lugar frequentado por gente desonesta e corrupta.

12/02/2025

Zé Rainho

 

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2025

Ainda há coisas boas!

 

AINDA HÁ COISAS BOAS!

Neste pântano, nesta mixórdia e neste lamaçal político, em que o país se vê mergulhado, faz bem à alma ver e ouvir falar um português de eleição, o cientista Rui Costa, no programa televisivo “Primeira Pessoa”.

Um Homem no topo do mundo da ciência, mas com a simplicidade de qualquer ser humano normal, sem pretensões ou laivos de arrogância, com muito orgulho das suas raízes, da ruralidade dos seus avós, maternos e paternos, do trabalho intenso que os mesmo tiveram para que os seus filhos pudessem estudar e ascender, desta forma, ao elevador social que retira as pessoas da pobreza e da miséria.

Ficou demonstrado, na sua conversa, como se orgulha de ter nascido no interior pobre do país e que isso não foi obstáculo para atingir o mais elevado cargo no estudo, muito complexo, e na descoberta e funcionamento do cérebro humano.

Disse-nos, de forma simples e entendível por qualquer leigo, que este órgão com que cada um de nós nasce é muito mais complexo do que o computador mais sofisticado. Disse-nos que o lago conhecido sobre o nosso cérebro é infinitamente mais pequeno do que a imensidão do oceano do muito que se desconhece. Mas, mesmo assim, já nos conseguiu elucidar que conseguiram mapear o conjunto de células cerebrais e confirmou-nos que nele se encontram 5.300 tipos de células, num universo de 6.500 de todo o corpo, o que não deixa de ser um feito fantástico e um conhecimento mais profundo da quase totalidade do corpo humano.

Para quem, como nós, não percebe nada de medicina molecular, não pode deixar de nos deixar esperançosos, porque identificados os tipos de células abre, certamente, caminhos para encontrar formas de modificação celular que permita bloquear doenças ou proceder à sua cura. A esperança em forma palpável, concreta.

Disse-nos outra coisa curiosa que é rara ouvir aos cientistas. Que não consegue negar o que não sabe explicar, isto a propósito de uma pergunta sobre se a sua descoberta lhe permite excluir Deus da vida humana.

A sua simplicidade ao contar-nos como começou a gostar de matemática quando, em muito tenra idade, contava as sementes de macieira para as semear e, desta forma, entender o sentido utilitário da mesma, no quotidiano.

O orgulho que transpirava quando falava da sua família original e da família que o próprio construiu. Da forma desempoeirada como demonstrou haver diferenças celulares entre o homem e a mulher, o que, só por si, deixa sem argumentos os defensores de que o menino pode querer ser menina e a menina pode ser menino e que isso é o novo normal.

Afinal, ainda há coisas boas e vale sempre a pena ter esperança no ser humano.

Que o bem há-de vencer o mal. Que os canalhas, os corruptos, os pedófilos e os ladrões ainda são a minoria e que a maioria há-de saber ocupar o seu lugar e discernir sobre a importância do outro na vida de cada um.

Que ninguém é feliz sozinho e que, consequentemente, deve viver no respeito e no amor pelo semelhante.

Que se pode ir depressa se for sozinho, mas só se consegue chegar longe se se for acompanhado.

07/02/2025

Zé Rainho