segunda-feira, 16 de julho de 2012

Canudo!

Estamos na época das aspirações, de encarar o futuro, de construir uma vida, de ser alguém. Pelo menos é isto que os nossos jovens projectam quando se candidatam ao Ensino Superior para obterem um Canudo e, simultaneamente, almejarem uma vida melhor, mais desafogada monetariamente, ascensão social correspondente. Depois... depois, vem muita frustração. Muita ilusão desfeita. Muita inocência perdida.
Porque, ou não se arranja emprego compatível com os anos de estudo e o Conhecimento adquiridos, ou porque se olha para o lado e se vê o "chico-esperto" que, sem fazer um chavo, alcança prebendas e estatuto social e económico.
Então, naturalmente, vem a revolta. Apetece romper com o Sistema. Bater em tudo o que se move neste lodaçal de interesses ilegítimos, por se alicerçarem em mediocridades, em trafulhices, em parasitas partidários, que se outorgam direitos de salvadores e representantes do povo.
Lastimamos pelos mais jovens. Esperamos que, na Universidade, aprendam ética e a pratiquem, pela vida fora. Não se tornem em:
Rapace;               Ou mesmo...          Sórdido;
Espúrio;                                             Obtuso;
Lúbrico;                                             Canhestro;
Valido;                                               Repugnante;
Asinino;                                              Anão;
Sanguessuga.                                     Trapaceiro;
                                                          Especulador;
                                                          Salafrário.

domingo, 8 de julho de 2012

País Medievo!

Era uma vez um País que adormecera e jamais acordara. Ficou parado no tempo. Petrificou. Mas o País é, em primeira linha, o seu povo, dirão vocês. Têm toda a razão. Mais importante que as fronteiras é a identidade do Povo. Então, só posso concordar que foi o Povo que se fixou no passado.
Quando falamos da época Medieval vem-nos à memória o Senhor Feudal e os Servos da Gleba. O Primeiro e o seu séquito é parasitário, prepotente, usurário, usurpador, déspota, canalha, algoz, salafrário, ladrão. Poderíamos continuar a adjectivar negativamente tais personagens, já que todos os significados existentes no dicionário não seriam de mais para qualificar ser tão hediondo. A outra classe social é trabalhadora, contribuinte, sofredora, sem direitos e com muitas obrigações. Muitas outras qualidades se poderiam enunciar. Esta é a classe social que produz. Que desenvolve. Que progride.
Num País que parou no tempo, ainda que se diga que vive em Democracia, Liberdade, Paz, Progresso, é falso. É mentira.
Se não vejamos: - não é possível renegociar as parcerias público-privadas. Não é possível eliminar Institutos, Fundações, Observatórios, Entidades Reguladoras, Televisões, Empresas Públicas e Municipais, Transportes ferroviários e aéreos, altamente deficitários, porém, é simples, é fácil, é imediato roubar salários e pensões a quem tudo faz e fez para tornar o País num modelo avançado, de progresso e de desenvolvimento. Numa palavra aos trabalhadores actuais e pensionistas da Função Pública.
Está interiorizado na cabeça dos (des) governantes que não é possível renegociar com os agiotas. Com a Banca, com o Capital, com a Construção Civil, com os ricos, numa palavra. Com os trabalhadores já é possível rasgar contratos, anular, unilateralmente, expectativas de vida, roubar sustento, casa e pão. Em consciência pode dizer-se que não estamos perante Senhores e Servos?
Quem trabalha tem que estudar forte, feio e profundo, para alcançar conhecimento e certificação. Para a clique parasitária da política é possível certificar analfabetos, ignorantes, dando-lhes equivalências por cartas de recomendação de partidários e apaniguados.
Será este um País contemporâneo? Será este um Povo capaz de se governar a si próprio sem depender de chicos-espertos?   Certamente que não. Porque se fosse, há muito que tinha corrido a pontapé esta ralé social. Esta mediocridade parasita, corrupta, ladra. 
Se esta análise é válida para os responsáveis políticos centrais não é menos válida para os responsáveis locais, concelhios e regionais.
Por tudo isto e muito mais, que seria fácil equacionar, é que julgamos que este País do faz-de-conta, não é mais que um País Medieval.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

O (des) Acordo Ortográfico

O fato é que o fato não é mais do que um fato do acaso ou do descaso português. Poderia ser um fato de uma cor qualquer mas o fato é que o fato é um daquele fato que o fato torna indefinível. 
Pelo fato do fato ser difuso é que eu não escrevo fato quando quero referir-me a facto e fato quando quero dizer facto. É uma questão de VELHICE.
Não estou de acordo com o Acordo porque o Acordo é o desacordo da Língua Portuguesa.
Mais não digo.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Convenções...

A criança que existe, persiste ao longo de uma vida é bem o símbolo de que o ser humano pode ser capaz do melhor e do pior. Meiga, divertida, irreverente, inquieta, cruel, justa, rebelde, teimosa e mais toda a adjectivação que caracterize uma criança normal. Quando se diz normal quer dizer-se, que se enquadra dentro do padrão da normalidade, e nunca com qualquer intuito de rotulagem ou preconceito.
As convenções... as convenções são sempre assim, decidiram que o dia um de Junho de cada ano é dedicado às crianças e, os adultos, porque querem parecer que se preocupam, lá encontram umas festas, uns brinquedos novos e espalhafatosos, em alguns casos, para minimizarem a culpa que carregam pela desatenção, pela falta de carinho que o dia-a-dia imprime a muitas das nossas, cada vez mais, poucas crianças. Porque o egoísmo é justificado com o stress, o excesso de trabalho, a carreira, as dificuldades económicas e um rol de mentiras que tentam justificar o injustificável.
No tempo em que as crianças nasciam adultas para ajudar a criar os irmãos, enquanto os pais ralavam para encontrar um pouco de comida, para que não se morresse à fome, havia sempre tempo para contar histórias com ensinamentos para a vida. Hoje há dinheiro para comprar satisfação atrás de uma  qualquer "play station".
Nesse tempo não havia dia mundial da criança, nem era preciso, porque todos os dias eram dias para as crianças se sentirem úteis à sociedade e ao seu semelhante. Inventavam os próprios brinquedos e, se mais não fosse, faziam pequenas miniaturas do que havia em casa, na aldeia, na vila, ou na cidade e que fazia parte do seu quotidiano.
Outros tempos. Nem melhores nem piores, mas diferentes. De uma coisa temos a certeza: - os pulhas eram minoria. Os homens de bem eram maioria esmagadora.
Olhemos à nossa volta e vejamos o poder político e económico e comparemos o carácter das personagens e tiremos as conclusões se ajustem.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Memória...

A morte é poderosa mas, jamais, vencerá enquanto houver memória. Enquanto perdurar a lembrança de uma vivência ou sentimento.
A memória também tem a capacidade de relativizar os acontecimentos, catalogando-os de acordo com a apreciação de hoje e não no "calor" do vivido. 
Vem isto a propósito de um convívio com companheiros da vida militar em tempos difíceis, realizado ontem em Pombal. Recuámos quarenta e oito anos e rimo-nos com as travessuras de então. Abraçámos a ideia de quando tínhamos vinte anos e tudo nos pareceu risonho. Na altura sentíamo-nos angustiados, apreensivos, expectantes, sobre um futuro incerto. Agora avaliamos positivamente os tempos que passámos juntos. As aprendizagens que fizemos. O amadurecimento que nos trouxe e nos fez mais homens, na medida em que nos tornou mais solidários, mais irmãos. E foi bom recordar outros tempos de insensatez, de imaturidade, de sonhos, de ambições. Também de avaliação do que foi uma vida vivida intensamente. Duma juventude criativa, bem disposta, irreverente mas, ao mesmo tempo, cônscia da responsabilidade história que carregávamos às costas.
Valeu a pena. Sentimos que o dever foi cumprido com honradez, bravura, espírito de missão e sentido patriótico. Não fomos coniventes com os políticos de então. Não o somos com os políticos de hoje. Apenas, e só, somos portugueses e sentimos orgulho no torrão que nos viu nascer ainda que este, seja muitas vezes uma terra madrasta que não reconhece, não respeita, nem ama os seus filhos.
A memória não deixará desvanecer tudo o que foi construído em favor da Pátria, no Batalhão de Transmissões 361 de Luanda, Angola de 1961 a 1974.
Aqui se deixa um modesto contributo para que não caia no esquecimento. 

terça-feira, 8 de maio de 2012

Levados, levados, sim!?!?!

Ontem vi uma reportagem efectuada por um jornalista de qualidade,, que não se deixa intimidar e, fiquei estupefacto.
Versava, o assunto, a energia eléctrica que, a ser verdade demonstra, à evidência, como o "desgraçado" do contribuinte é tratado. 
Suponho que, todos nós, aplaudimos as energias limpas. Por serem limpas e, sobretudo, por não nos sujeitarem à ditadura dos combustíveis fósseis.
Afinal, nem a energia é necessária, nem é barata e, muito menos, ajuda os consumidores. Quem lucra? Quem?
As empresas de construção de barragens e as comercializadoras de energia. O pagante paga mais e não tem benefícios nenhuns. Os rios ficam destruídos. O impacte ambiental é, extremamente, prejudicial para o ecossistema, nele incluindo as populações circundantes. E o "Zé" paga. E as novas gerações também pagam. E os "feios, porcos e maus" que, na circunstância são "vigaristas, ladrões, salafrários e bandidos" vivem à tripa forra à custa da desgraça alheia. 
Mas será que nunca mais se faz uma verdadeira revolução que extermine esta espécie de gentalha? 
Não se faz. E esta escumalha continua impune considerando-se os maiores, já não o Portugal dos Pequenitos, de antigamente, mas o Portugal dos grandes oportunistas, dos grandes ladrões, dos grandes bandidos. E assim vamos, tristemente, vivendo cantando e rindo, levados, levados sim!

terça-feira, 1 de maio de 2012

Loucura!!!

A loucura é generalizada. Instalou-se e a gente não consegue libertar-se dela. Somos bombardeados, sistematicamente, pela comunicação social com tragédias humanas, muitas delas, pela acção directa ou indirecta do Ser Humano. São os tufões, as guerras civis, as calamidades, a ânsia do lucro fácil que não acautela a segurança, enfim, um rosário catastrófico.
Paralelamente, são os homicídios, os parrecídios, infanticídios e outros ídios que queiramos acrescentar. Depois, dizemos hoje e diz-se desde sempre, que o mundo está louco. Ora o mundo não é a terra. Não é a natureza que se comporta em ciclos bem definidos e sempre com a razão do seu lado. O mundo somos nós. Sempre nós.
Talvez por isso o desânimo. O descrédito. A desesperança porque o seu contrário já morreu. 
Há mais de mês e meio que por aqui não passo nem visito os meus amigos da blogosfera. Tenho andado como o mundo, louco.
Afundo-me em leituras e em moleza. Em desinteresse e apatia. É grave sim, muito grave, nem a escrita me motiva. Algo se estará a passar. 
Esta noite acordei com ânsia de escrever. Não sabia o quê e sobre o quê, mas tinha de ser. Cá estou. Não prometo nada, porque nada posso prometer. Apenas que quero e desejo continuar.
Que neste dia do trabalhador, eu possa voltar ao trabalho e à minha distracção favorita. Que a loucura se me varra da mente e possa contribuir para que o mundo seja menos louco. Prometo: vou tentar.