domingo, 31 de outubro de 2010

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Nãooooooooooo.

"Quando mais nenhuma ave cantar no azul do Céu, certamente nos teremos transformado em robots"  (François De La Grange) 
Li, algures esta frase e fez-me pensar: Será que um dia, por acção ou omissão, nos transformaremos em robots? Depois continuei a pensar... cabeça pensa! Será que não deixámos já de ser Mulheres e Homens para sermos, no mínimo, marionetas, cujos cordelinhos são manobrados por outros, mesmo contra a nossa vontade? Será que temos vontade própria?
O que vemos e assistimos leva-nos a crer que a indiferença e a anestesia da vontade, individual e colectiva, nos transformou já em reles robots. Cuidado com as generalizações. Há excepções. Lá isso há. Mas a maioria não se estará nas tintas para tudo o que se passa ao seu redor não se importando de legar aos seus filhos e netos um País pior, em todos os aspectos, do que aquele que recebeu?
Corre na NET uma espécie de apelo ao voto em branco como forma de protesto? Mas será que esta gente pensa?
Neste momento só me ocorre o poema do Alegre, cantado primorosamente pelo Adriano: "pergunto ao vento que passa, notícias do meu País. E vento cala a desgraça, o vento nada me diz... Mas há sempre uma candeia. Em noites de escuridão. Há sempre alguém que resiste. Há sempre alguém que diz não!"
Aqui, modestamente, está uma voz que grita alto e bom som:  Nãooooooooooooooooo.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Viva o Ministério da Caça!!!???

"Quem não tem que fazer, faz bonecos." Este é um ditado popular cá do meu burgo. Ora, eu tenho muito que fazer, mas não me apetece. Birra de velho.
Tenho azeitona para colher mas, feitas as contas, para a apanhar tenho que por "linhas do bolso" e, já se vê, não estou disposto. Fica para os passarinhos, que também precisam, e assim se cumpre uma das profecias da Sagrada Escritura: "olhai as aves do céu que não semeiam, mas nem por isso lhes falta o alimento - não é ipsis verbis - mas é a ideia". 
Neste compasso, decidi que deveria pesquisar o que faz o Ministério da Agricultura para que possa haver produção em Portugal e assim, tornar menos dependente do Exterior a nossa população e, vai daí, escrevi "DRE" no motor de busca e apareceu-me o Diário da República Electrónico. Então comecei a pesquisa e fui vendo o que andava a fazer o Ministério da Agricultura e Pescas. Comecei por ver tanta referência a zonas de caça, que resolvi fazer uma tabela com quatro colunas, para colocar na primeira o nº do D. R., na circunstância foi o 173/2010, na segunda a data, no caso o dia 6/09/2010, na terceira o diploma legislativo, agora foi a Portaria nº 843 de 2010 e na última uma síntese do Diploma que, era mais ou menos isto: "Renova a concessão da zona de caça de Almeirim".
Fui pesquisando e quando dou por mim estava no D.R. 206 de 22/10/2010  e a Portaria 1099 e, ao fim e ao resto conclui, não sei se certo ou errado que, afinal, não necessitamos de um Ministério da Agricultura e  Pescas mas sim, de um Ministério da Caça. É que, nos 167 Diplomas contidos nesta série de Diários da República apenas vi  as referências: "alteração ao montante do crédito às explorações; um reconhecimento de denominação de origem de vinhos verdes; a aplicação das energias renováveis à frota de pesca; a isenção da taxa de audiovisual para as explorações agrícolas; regulamento da pesca da pescada e do tipo de armadilha para a pesca, em geral e, por fim, o regulamento dos destiladores".
Se interpretei bem, dos tais 167 Diplomas, apenas 9, foge ao âmbito da caça, todos os demais dizem respeito a esta.
Nuns casos concessiona, noutros renova a concessão, noutros exclui terrenos, noutros anexa terrenos, sempre e mais, a zonas de caça. Umas particulares, outras associativas; umas por 6 anos; outras por doze anos, etc. etc. etc.
Se fui capaz de descodificar esta obra-prima da capacidade legislativa. Se entendi bem, numa altura em que, ainda, não estão contabilizados os milhares de hectares de floresta ardidos neste Verão, nem os prejuízos por intempéries, fora de época, que destruiu vinhedos, produtos hortícolas e frutículas, e não há uma leve referência a estes aspectos que, em minha modesta opinião, fazem parte da riqueza nacional, então para que é que precisamos de um Ministério da Agricultura. Não seria melhor termos uma Direcção-geral da caça  e, assim, pouparmos, pelo menos, num Ministro, dois Secretários de Estado, uma caterva de assessores, motoristas, viaturas, telefones, fixos e móveis, rendas de instalações, etc.? 
Olhem, pelo sim pelo não, viva o ministério da caça!

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Alegoria!!!???

Depois de tantas notícias sobre a crise. O Orçamento do Estado. Aprova/chumba. Reduz aqui, poupa ali. Sofre isto e mais aquilo. confesso que estou a ficar enjoado de tantas notícias, ainda por cima, desencontradas. Todo o bicho careta opina e, consequentemente, aparece pressuroso o Jornalista que quer, legítima e profissionalmente, dar a notícia em primeira mão.
Eis que ontem, a meio de um telejornal de uma qualquer televisão, nem sei bem qual, enquanto lia um livro no qual estava mais interessado, "mas sempre com um olho no burro e outro no cigano", e o que é que ouço? "os portugueses, por causa da crise, poupam até no sexo". Olhei com mais atenção e aparece uma Senhora Dra. Sexóloga a explicar as razões que levam a esta poupança. Fiquei espantado, o que não é difícil, diga-se em abono da verdade. Parece que, ultimamente, é o meu estado natural.
Como diz o meu amigo Henrique, este é um Povo que começou mal, não admira que acabe pior. Por tudo isto, eu que não sei nada de poesia mas da qual gosto muito, não me perguntem como é que isto pode ser porque não saberia explicar, lembrei-me de estabelecer um certo paralelismo, abusivo já se vê, entre um Poema de Florbela Espanca e o País. Pois aqui vai, com a devida vénia:

ÓDIO?

Ódio por ele? Não... Se o amei tanto,
Se tanto bem lhe quis no meu passado,
Se o encontrei depois de o ter sonhado,
Se à vida assim roubei todo o encanto ...

Que importa se mentiu? E se hoje o pranto
Turva o meu triste olhar, marmorizado,
Olhar de monja, trágico, gelado
Como um soturno e enorme Campo Santo!

Ah! Nunca mais amá-lo é já bastante!
Quero senti-lo doutra, bem distante,
Como se fora meu, calma e serena!

Ódio seria em mim saudade infinda,
Mágoa de o ter perdido, amor ainda.
Ódio por ele? Não ... não vale a pena ...

Florbela Espanca


sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Orçamento de Estado

Hoje não se fala de outra coisa a não ser do Orçamento de Estado para 2011, que será entregue dentro de algumas horas na Assembleia da República, isto se não acontecerem imprevistos, como já houve, que a PEN entregue estava vazia. Já sabemos uma verdade incontornável: é mau. É muito mau. É péssimo. Para todos mas, principalmente, para os mais desfavorecidos, os sem voz, os marginalizados, os deserdados da sorte ou do juízo (que também os há).
No debate que houve de manhã apareceu, como de costume, o playboy, o menino filho de papá, que nunca fez nada de útil na vida e, o pouco que fez, foi à custa da cunha do pai, com aquela cara de pau que o caracteriza, como se fosse o Salvador da Pátria quando, na verdade e sem rodeios, é um dos seus coveiros. Não é o único mas foi dos que mais cavou a sepultura. Este país está a caminho da insolvência. Por causa da classe política? Não. Por causa da classe partidária, porque políticos somos nós todos. O conjunto de Boys que é preciso colocar em empresas que dão prejuízos de milhões, mas que os seus administradores ganham balúrdios.
Não é ficção basta ouvir as declarações do Vítor Baptista, ex-Presidente da Federação do PS de Coimbra, sobre a oferta que lhe fizeram para não se candidatar à presidência daquela Federação. Havia outro mais Jovem que precisava de tirar o tirocínio naquela estrutura e, conquentemente, a ele era-lhe oferecido um chorudo tacho, pago por todos nós, por serviços prestado ao seu partido.
Como se confundem as estruturas. O Estado e o partido que Governa. Melhor, o Estado e os partidos da área da governação.
Ainda hoje me dei ao trabalho de ver os Institutos e serviços Públicos dependentes da Administração Central e sabem que detectei 863. Muitos deles ninguém sabe para que servem mas, toda a gente sente, que são um sorvedouro do dinheiro público. Mas nestes eles não têm coragem de cortar. Precisam deles para colocar os Boys. Aos funcionários públicos reduzem os salários, aumentam os impostos. Enquanto isto decorria era apresentada uma proposta de aumento para o Administrador da CP de 50% e do Porto de Lisboa, de 30%. Isto não é apenas um escândalo é falta de vergonha, falta de carácter. É roubalheira.
Cada Povo tem o governo que merece. Pelos vistos esta penúria também é responsabilidade de todos, mas será que é em igual proporção? Será que quem nos governa há uma década não é responsável?
Este demente deixou que a Nação perdesse soberania e entregasse a Bruxelas os desígnios que o nosso povo há-de ter.
Nem tudo é mau, dirão uns. É verdade. O facto de sermos repescados, à terceira volta, para membro não permanente da ONU é um orgulho nacional, que deve ser creditado ao MNE. Mas não nos esqueçamos que fomos eleitos com os votos de ditadores da mais alta estirpe: Cuba, Líbia, Venezuela, Angola, etc.
Convido-vos, meus amigos e amigas, se tiverem tempo e curiosidade, a ver o perfil dos governantes no Portal do Governo. Tenho a certeza de que ficarão estupefactos.
Enfim, preparemo-nos para o pior e o pior não se sabe quando terminará.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Cidadania

 A evolução é natureza da condição humana. É claro e evidente, que nem sempre, evolução pressupõe desenvolvimento. Muitas vezes é até, retrocesso.

Se não vejamos: - na antiguidade clássica - Helénica e Espartana - o termo e o conceito de cidadão era aplicado, com rigor, àqueles a quem era reconhecido esse estatuto social, compreendendo nele, todos os direitos e deveres inerentes. Se havia favorecimento no tratamento e nas tarefas cometidas, este comportava a responsabilidade de obedecer a regras, valores e a formalismos correspondentes.

Durante séculos, porque a democracia fora outro sentimento e prática perdidos, o termo e, mais do que o termo o conceito, foram perdendo sentido, significado e importância e, rapidamente entraram em desuso, no quotidiano social.

O ciclo da vida traz destas coisas. Nasce-se, cresce-se e morre-se. O mesmo se passa com as palavras seus significados e significantes. Não admira pois, que também a cidadania tenha sido interpretada, ao longo dos tempos, de acordo com conveniências pessoais ou de grupo. Em sintonia com o Poder dominante, conforme as diferentes épocas.

É politicamente correcta, quando serve os interesses do Poder instalado. É detestável, quando discorda ou se opõe a uma certa visão de cidadania submissa e bajuladora.

Isto tem a ver com a cultura dos povos e com o exercício responsável de cada cidadão. Infelizmente para nós, o Povo dos “brandos costumes” da “serenidade”, sempre foi um entrave ao exercício, pleno, da cidadania. Pelo que é frequente assistirmos às injustiças mais clamorosas, quase sempre tendo como protagonistas os mais desfavorecidos, material e culturalmente. Sim, porque os poderosos, é nesta espécie de Limbo, que mais facilmente se apropriam das fragilidades democráticas e coarctam o direito do outro a rebelar-se e a usar o seu direito de cidadão.

Normalmente, esta atitude traz consequências muito graves que, apesar disso, caiem no esquecimento ou na indiferença. E se os ditos poderosos pensam que isso é bom porque não os afecta a eles, como estão enganados! Há sempre um momento de desespero dos oprimidos, que os faz recorrer aos seus instintos mais primários e a partir daí não há muros que segurem a fúria da intempérie que se avizinha.

É por isso que vamos conhecendo a prisão e por vezes a morte dos abusadores da violência. Da retaliação dos gangues dos guetos sobre as autoridades. Da afronta directa ou camuflada à democracia.

Também é no desrespeito pela Natureza que a cidadania se compromete. E como pode ser cruel a sua revolta. São os tufões, as derrocadas, os sismos, os incêndios e tantas outras catástrofes a que assistimos diariamente. O Homem, em vez de respeitar o Ambiente e a Biodiversidade, olha para o seu umbigo e o que lhe importa sãos os seus interesses individuais imediatos, não conseguindo discernir, que tudo o que destruir hoje, alguém pagará a factura amanhã, podendo ser o próprio ou seus descendentes. Serão, com toda a certeza, os seus semelhantes num qualquer lugar ou parte do Mundo.

Por tudo o que se referiu e pelo muito que se omitiu não há nada melhor que, cada um de nós aprofunde, em conhecimento e atitude, este Valor inestimável que é a Cidadania. Hoje não reduzida à dimensão geográfica Nacional mas a um nível mais alargado, que é o Direito e o Dever da Cidadania Europeia.

Se queremos uma Justiça mais célere e mais Justa; uma Educação mais eficaz e mais exigente; uma Cultura mais democrática; uma Saúde mais global e sempre pronta; uma Democracia plena; uma Segurança mais presente e mais próxima; uma Segurança Social mais rigorosa e mais selectiva; uma Fiscalidade mais equitativa; não podemos alijar para os outros a responsabilidade individual que nos cabe a todos e a cada um.

Junho de 2010

José Rainho Caldeira


Publicado na Revista da Academia Sénior da Covilhã nº 8 - 2010 - ISSN 1645-7978


sábado, 9 de outubro de 2010

Férias

Passo o ano inteiro a cuidar dos meus "velhotes" com prazer e dedicação. Com desgaste permanente. Hoje por uma pequena maleita, amanhã por outra de maior gravidade, Tudo por causa do "caruncho" dos noventa anos e de uma vida difícil, cansativa, de trabalho intenso e de muita, muita aventura.
Este ano, já no fim do Verão, resolvi que eu e, principalmente a minha mulher - as mulheres são sempre as mais castigadas pela vida - estávamos a precisar de descansar. Os "velhotes" estavam bem, dentro da normalidade possível e decidi. De um dia para o outro. Telefonei à minha filha mais velha e disse-lhe: - Filha marca uma viagem para a Madeira para mim e para a mãe. Escolhe um bom Hotel e o mais próximo do centro do Funchal, possível. Diz quanto é que te tenho que transferir.
Esta minha filha é expert em viagens. Faz, pelo menos, duas por ano para o estrangeiro. Tratou tudo com muito carinho, apoiou a ideia e guardou o segredo que lhe pedi. "Não digas nada à mãe, é surpresa".
No dia 25 de Setembro disse à minha mulher: Vamos até Lisboa, descansar uns dias. E os teus pais, perguntou ela? Não te preocupes. Eles ficam bem.
Prepara lá roupa para uns dez dias mas não exageres eu quero andar à vontade e não faz frio. É preciso pouca roupa.
No Sábado, pelas 10 horas metemo-nos no nosso carro grande - ah! é preciso dizer, no dia a dia andamos com um renault tuwingo que é dela e com o qual ela se atreve a andar, no grande nem pensar, então o outro está na garagem de um cunhado meu aqui perto e só o utilizamos em viagens maiores - e rumámos a Lisboa. Há uma da tarde estávamos junto das nossas filhas e fomos almoçar. Depois lá confessei à Teresa - Teresa é minha mulher - vamos embarcar 2ª Feira às 9H00 para o Funchal. Ficou estupefacta mas senti que, também, contente.
Depois de uma viagem de pouco mais do que uma hora chegámos ao Funchal onde nos esperava a agência de viagens que nos conduziu ao Hotel.
Conhecia, julgava eu, razoavelmente o Funchal, pois parei lá umas quatro vezes  e a última foi em 1973. Como estava enganado. As estradas em esses que eu conhecia só esporadicamente apareciam. Agora tudo é via rápida, tipo autoestrada, com túneis por todo o lado. Disseram-me que são 253. Como já eram horas de almoço deixámos as malas e dirigimo-nos à parte velha da cidade. Porque era a parte que eu conhecia melhor e porque, em regra, as partes velhas das cidades é que têm os melhores restaurantes.
A Teresa não conhecia aquilo, porque sempre fez viagens de avião, para e de Angola e ficou admirada com as flores, com o verde, com a simpatia das pessoas madeirenses. Tenho que confessar que também eu fiquei surpreso, por razões triviais. Não vi um papel no chão, tudo esmeradamente limpo, muita polícia estrategicamente colocada nos passeios e nos locais mais frequentados, enfim, um lugar aprazível.
Demos umas voltas começando por visitar a Igreja do Colégio - assim designada agora, mas que fora a Igreja dos Jesuítas - linda por fora e especialmente por dentro. Depois um Museu de Arte Sacra onde vimos as melhores peças que já tínhamos observado. Um pouco cansados, fomos jantar e escolhemos outro restaurante para conhecermos. Chegados ao Hotel estava à nossa espera uma representante da agência de viagens para nos propor um pacote de visitas. Aliás, pacote que eu já tinha visto num desdobrável de publicidade.
Questionei a minha mulher sobre o seu interesse, ainda que eu já tivesse decidido interiormente. Aceitámos o pacote. Pagámos e no dia seguinte lá fomos para os diferentes pontos do Arquipélago. Porto Santo, num navio espectacular de conforto e rapidez. Em carrinhas com um máximo de 14 pessoas, para outros locais típicos da Madeira, que por serem sempre as mesmas, até nos permitiu fazer amizades.
Foram 8 dias de uma verdadeira Lua de Mel. A minha mulher adorou e eu fiquei feliz por lhe ter proporcionado esta alegria.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Simbólico

 
Desde tempos imemoriais e desde que o Mundo é Mundo sempre coexistiram duas espécies de seres humanos. Os cumpridores da Lei e os que dela fazem tábua-rasa, atropelando tudo e todos, sem olhar a meios. Talvez por isso tenha havido a necessidade de, em qualquer aglomerado populacional, se erguerem monumentos como o que se apresenta. Reparem que não estamos a falar de Bons e de Maus porque estes adjectivos, muitas vezes, não passam de etiquetas que se colam a pessoas, de forma indistinta, aleatoriamente e sem critério. Falamos de seres sociais que vivem segundo regras que, no seu conjunto, as cumprem ou as ignoram. Depois, já se sabe, existem uns seres nomeados  pelo Poder que se encarregam de fazer cumprir os regulamentos e de punir as infracções.
Noutros tempos a justiça era cega e surda mas regida pelo equilíbrio. Tudo isto simbolizado numa mulher imponente, de olhos vendados, segurando uma balança de pratos. A forca, popularmente designado o Pelourinho apresentado, servia para castigar com a morte o prevaricador. Nos dias de hoje, felizmente, estes símbolos apenas são marcos históricos onde se praticaram muitas injustiças, já que não cabe ao homem retirar a vida ao seu semelhante. Porém é, também, um símbolo pedagógico. Atemoriza e, consequentemente, ajuda a refrear instintos menos humanos e mais bestiais - de besta - está claro.
Pelo que assistimos, no País e no Mundo, este instrumento simbólico já não tem o efeito pedagógico que lhe era subjacente. E porquê? Porque os criminosos são os detentores do Poder e, por isso, não se castigam a si próprios, apesar das enormidades que cometem.
Deixou de haver justiça porque se valorizam os expedientes para adquirir por meios mais ou menos ilícitos tudo o que contribua para o seu bem-estar e opulência.  Enquanto isso, a sociedade vai sofrendo horrores de miséria e de fome. Para os criminosos que ocupam lugar de destaque social nunca houve e nunca haverá justiça porque nunca serão castigados.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Voltei

Minhas amigas e meus amigos, voltei. Digam-me lá, se souberem, por que é que a gente regressa de férias tanto ou mais cansado do que partiu?
Estou para aqui que nem posso. Mas adorei cansar-me pela pérola do Atlântico. Foram dias maravilhosos. Com tempo irei contar o que vi e o que senti.
Hoje é só para dizer: Presente.
Beijos e abraços a toda(o)s.