Evento

Sexta-feira, 1 de Junho de 2012

Convenções...

A criança que existe, persiste ao longo de uma vida é bem o símbolo de que o ser humano pode ser capaz do melhor e do pior. Meiga, divertida, irreverente, inquieta, cruel, justa, rebelde, teimosa e mais toda a adjectivação que caracterize uma criança normal. Quando se diz normal quer dizer-se, que se enquadra dentro do padrão da normalidade, e nunca com qualquer intuito de rotulagem ou preconceito.
As convenções... as convenções são sempre assim, decidiram que o dia um de Junho de cada ano é dedicado às crianças e, os adultos, porque querem parecer que se preocupam, lá encontram umas festas, uns brinquedos novos e espalhafatosos, em alguns casos, para minimizarem a culpa que carregam pela desatenção, pela falta de carinho que o dia-a-dia imprime a muitas das nossas, cada vez mais, poucas crianças. Porque o egoísmo é justificado com o stress, o excesso de trabalho, a carreira, as dificuldades económicas e um rol de mentiras que tentam justificar o injustificável.
No tempo em que as crianças nasciam adultas para ajudar a criar os irmãos, enquanto os pais ralavam para encontrar um pouco de comida, para que não se morresse à fome, havia sempre tempo para contar histórias com ensinamentos para a vida. Hoje há dinheiro para comprar satisfação atrás de uma  qualquer "play station".
Nesse tempo não havia dia mundial da criança, nem era preciso, porque todos os dias eram dias para as crianças se sentirem úteis à sociedade e ao seu semelhante. Inventavam os próprios brinquedos e, se mais não fosse, faziam pequenas miniaturas do que havia em casa, na aldeia, na vila, ou na cidade e que fazia parte do seu quotidiano.
Outros tempos. Nem melhores nem piores, mas diferentes. De uma coisa temos a certeza: - os pulhas eram minoria. Os homens de bem eram maioria esmagadora.
Olhemos à nossa volta e vejamos o poder político e económico e comparemos o carácter das personagens e tiremos as conclusões se ajustem.

Segunda-feira, 28 de Maio de 2012

Memória...

A morte é poderosa mas, jamais, vencerá enquanto houver memória. Enquanto perdurar a lembrança de uma vivência ou sentimento.
A memória também tem a capacidade de relativizar os acontecimentos, catalogando-os de acordo com a apreciação de hoje e não no "calor" do vivido. 
Vem isto a propósito de um convívio com companheiros da vida militar em tempos difíceis, realizado ontem em Pombal. Recuámos quarenta e oito anos e rimo-nos com as travessuras de então. Abraçámos a ideia de quando tínhamos vinte anos e tudo nos pareceu risonho. Na altura sentíamo-nos angustiados, apreensivos, expectantes, sobre um futuro incerto. Agora avaliamos positivamente os tempos que passámos juntos. As aprendizagens que fizemos. O amadurecimento que nos trouxe e nos fez mais homens, na medida em que nos tornou mais solidários, mais irmãos. E foi bom recordar outros tempos de insensatez, de imaturidade, de sonhos, de ambições. Também de avaliação do que foi uma vida vivida intensamente. Duma juventude criativa, bem disposta, irreverente mas, ao mesmo tempo, cônscia da responsabilidade história que carregávamos às costas.
Valeu a pena. Sentimos que o dever foi cumprido com honradez, bravura, espírito de missão e sentido patriótico. Não fomos coniventes com os políticos de então. Não o somos com os políticos de hoje. Apenas, e só, somos portugueses e sentimos orgulho no torrão que nos viu nascer ainda que este, seja muitas vezes uma terra madrasta que não reconhece, não respeita, nem ama os seus filhos.
A memória não deixará desvanecer tudo o que foi construído em favor da Pátria, no Batalhão de Transmissões 361 de Luanda, Angola de 1961 a 1974.
Aqui se deixa um modesto contributo para que não caia no esquecimento. 

Terça-feira, 8 de Maio de 2012

Levados, levados, sim!?!?!

Ontem vi uma reportagem efectuada por um jornalista de qualidade,, que não se deixa intimidar e, fiquei estupefacto.
Versava, o assunto, a energia eléctrica que, a ser verdade demonstra, à evidência, como o "desgraçado" do contribuinte é tratado. 
Suponho que, todos nós, aplaudimos as energias limpas. Por serem limpas e, sobretudo, por não nos sujeitarem à ditadura dos combustíveis fósseis.
Afinal, nem a energia é necessária, nem é barata e, muito menos, ajuda os consumidores. Quem lucra? Quem?
As empresas de construção de barragens e as comercializadoras de energia. O pagante paga mais e não tem benefícios nenhuns. Os rios ficam destruídos. O impacte ambiental é, extremamente, prejudicial para o ecossistema, nele incluindo as populações circundantes. E o "Zé" paga. E as novas gerações também pagam. E os "feios, porcos e maus" que, na circunstância são "vigaristas, ladrões, salafrários e bandidos" vivem à tripa forra à custa da desgraça alheia. 
Mas será que nunca mais se faz uma verdadeira revolução que extermine esta espécie de gentalha? 
Não se faz. E esta escumalha continua impune considerando-se os maiores, já não o Portugal dos Pequenitos, de antigamente, mas o Portugal dos grandes oportunistas, dos grandes ladrões, dos grandes bandidos. E assim vamos, tristemente, vivendo cantando e rindo, levados, levados sim!

Terça-feira, 1 de Maio de 2012

Loucura!!!

A loucura é generalizada. Instalou-se e a gente não consegue libertar-se dela. Somos bombardeados, sistematicamente, pela comunicação social com tragédias humanas, muitas delas, pela acção directa ou indirecta do Ser Humano. São os tufões, as guerras civis, as calamidades, a ânsia do lucro fácil que não acautela a segurança, enfim, um rosário catastrófico.
Paralelamente, são os homicídios, os parrecídios, infanticídios e outros ídios que queiramos acrescentar. Depois, dizemos hoje e diz-se desde sempre, que o mundo está louco. Ora o mundo não é a terra. Não é a natureza que se comporta em ciclos bem definidos e sempre com a razão do seu lado. O mundo somos nós. Sempre nós.
Talvez por isso o desânimo. O descrédito. A desesperança porque o seu contrário já morreu. 
Há mais de mês e meio que por aqui não passo nem visito os meus amigos da blogosfera. Tenho andado como o mundo, louco.
Afundo-me em leituras e em moleza. Em desinteresse e apatia. É grave sim, muito grave, nem a escrita me motiva. Algo se estará a passar. 
Esta noite acordei com ânsia de escrever. Não sabia o quê e sobre o quê, mas tinha de ser. Cá estou. Não prometo nada, porque nada posso prometer. Apenas que quero e desejo continuar.
Que neste dia do trabalhador, eu possa voltar ao trabalho e à minha distracção favorita. Que a loucura se me varra da mente e possa contribuir para que o mundo seja menos louco. Prometo: vou tentar.

Domingo, 19 de Fevereiro de 2012

Zona de Lazer de Meimoa


A vida gira e roda de trás para a frente,
Há quem diga que de repente, ou lentamente.
Outros  que se agarram ao passado.
Que importa o ontem ou amanhã?
Se o hoje, o agora, o presente é ideia vã, 
Pouco relevante se é triste, ou alegre, seu fado.

Há quem queira sentir-se sem esperança!
Porque tudo é mau, tudo é desconfiança.
Será com gente desta que deixaremos aos vindouros,
Um vida digna de progenitores arrojados,
Gigantes, destemidos, valentes, honrados
Honestos, trabalhadores, competentes, imorredouros?

Mas há exemplos dignos de menção,
De jovens que aos seus querem dar Saber e Pão. 
Deitam as unhas de fora e, contra a maré,
Sonham, projectam, lutam, fazem, sendo exemplo,
Mostram como se pode ser prior onde falta o templo.
Realizam Obra que serve a todos e fica de pé,

Dizem que fazer filhos em mulher alheia,
É asneira da grossa, adágio da aldeia,
Este caso, prosaico, contraria tal ditado. 
Pois o empenho colocado em obra harmoniosa,
Traz p'ra esta terra recatada, simples, primorosa,
Local aprazível, belo, esplendoroso, mesmo requintado.

Falamos da nossa Zona de Lazer,
Mais conhecida por Praia fluvial, linda de morrer!
E do seu concessionário que da vida tem um lema:
Que p'ra vencer só o trabalho e a dedicação e o amor,
Podem tudo na adversidade, na crise e no temor,
P'ra um amanhã mais risonho, feliz, que vale a pena.

Meimoa, 18 de Fevereiro de 2012 


Quinta-feira, 2 de Fevereiro de 2012

Para os amigos...



        Com a devida vénia, permitam que deixe esta reflexão, que não é da minha autoria, mas que assumo por inteiro.

 
cid:49F0896EC11A415AAC55C52524CEE626@SeverinoPCFernando Pessoa

"Um dia a maioria de nós irá separar-se.
Sentiremos saudades de todas as conversas atiradas fora,
das descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos,
dos tantos risos e momentos que partilhámos.

Saudades até dos momentos de lágrimas, da angústia, das
vésperas dos fins-de-semana, dos finais de ano, enfim...
do companheirismo vivido.

 
Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre.

Hoje já não tenho tanta certeza disso.
Em breve cada um vai para seu lado, seja
pelo destino ou por algum
desentendimento, segue a sua vida.

Talvez continuemos a encontrar-nos, quem sabe... nas cartas
que trocaremos.
Podemos falar ao telefone e dizer algumas tolices...
Aí, os dias vão passar, meses... anos... até este contacto
se tornar cada vez mais raro.

Vamo-nos perder no tempo...

Um dia os nossos filhos verão as nossas fotografias e
perguntarão:
Quem são aquelas pessoas?
Diremos... que eram nossos amigos e... isso vai doer tanto!

- Foram meus amigos, foi com eles que vivi tantos bons
anos da minha vida!
A saudade vai apertar bem dentro do peito.
Vai dar vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente...

Quando o nosso grupo estiver incompleto...
reunir-nos-emos para um último adeus a um amigo.
E, entre lágrimas, abraçar-nos-emos.
Então, faremos promessas de nos encontrarmos mais vezes
daquele dia em diante.

Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a
sua vida isolada do passado.
E perder-nos-emos no tempo...

Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não
deixes que a vida
passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de
grandes tempestades...

Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem
morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem
todos os meus amigos!"

cid:49F0896EC11A415AAC55C52524CEE626@SeverinoPC

"O valor das coisas não está no tempo em que elas duram,
mas na intensidade com que acontecem.
Por isso, existem momentos inesquecíveis,
coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis"
Fernando Pessoa

Terça-feira, 31 de Janeiro de 2012

Vaga de Frio...

Dizem que vem aí uma vaga de frio para os próximos dias. A ser verdade, cá no burgo, é geada a dar com pau, água congelada nas canalizações, entupimento das urgências do Centro de Saúde e por aí adiante. Contrariedades a que não estamos habituados. Sim, porque nós, os portugueses estamos mal habituados. 
Ganhámos mais do que o que devíamos; gastamos mais do que podemos; trabalhamos pouco; temos muitos feriados; desfrutamos de férias que é um escândalo; aproveitamos as pontes, etc. etc. etc.
Pelo menos é o que dizem  os políticos, coitadinhos, os esforçados deste País e que levam Portugal às costas, num esforço sobre humano.
Mas vistas bem as coisas nós empobrecemos, já não alegremente, como no tempo da outra senhora, mas triste e depressivamente  nesta conquista inalienável do 25 de Abril.
Noutras eras havia um ou meia dúzia de corruptos, hoje pululam às centenas. Nós nem as despesas de educação e de saúde podemos deduzir nos impostos os corruptos têm contas chorudas em paraísos fiscais.
E quem são os corruptos? Pergunta pertinente. Resposta simples: - quem tem o poder de decisão sobre a coisa pública.
Não oiçam o que diz a impagável Procuradora do DCIAP, Dra. Maria José Morgado e não alterem comportamentos denunciando as fortunas inexplicáveis e verão onde isto vai parar.