OS PILARES!
Num mundo em que o dinheiro é o deus todo-poderoso, de que é
exemplo a actual administração e respectiva assessoria da Casa Branca, o
direito da pessoa fica diminuído quando não reduzido ao ínfimo.
Quem entenderá que o processo da hipotética, paz da Ucrânia
se resolverá sem que esta seja parte no diálogo que vai haver entre Trump e
Putin?
Poderá dizer-se que já houve conversações com Zelensky e há
uma proposta aceite por este nas mãos de Trump, mas Putin já disse que, nem
pensar, naquilo. Então se há divergência de base não deveriam estar na mesma
mesa sentados todos os interlocutores para dirimir argumentos e acertar as
decisões?
Cá no burgo costuma dizer-se: “quem vai avia, que manda quer
aviar”. O que poderá querer dizer que o Trump será o moço de recados do Putin
para convencer o Zelensky de que tem que ceder território, tem de capitular em
todos os sentidos, depois de milhares de mortos e estropiados, de milhões de
vidas destroçadas pela ambição de um louco ou, pior, um ícone da malvadez
humana como é o Putin.
A História tem-nos mostrado que o Homem – o ser humano – para
não ofender o feminismo obtuso, que desde sempre assentou o seu objectivo de
vida em três pilares: o medo, a glória e o lucro.
Maslow indicava-nos outros muito mais modestos e adequados:
necessidades fisiológicas, de segurança, sociais, (satatus) estima e de auto-realização.
O que quer dizer que privilegiava as necessidades básicas e relacionais como
fundamentais e só depois as relativas ao prestígio e hierarquia social. Este
homem do pensamento filosófico e psicológico defendia na sua teoria, que tinha
bebido em pensadores behavioristas anteriores, que o homem é todo igual na
essência e por isso o dever de aceitação do outro tal como é.
Se recuarmos no tempo temos de nos lembrar de um homem
histórico especial, revolucionário, considerado mesmo um pouco louco, à época,
que foi Jesus Cristo e que veio dizer que o medo, a glória e o lucro
(dinheiro), não se justificam se vivermos como irmãos, nos sentirmos como tal,
nos amarmos, nos respeitarmos, constituindo uma comunidade onde eu me coloco no lugar do outro antes de
julgar e actuar a meu belo prazer.
A segurança de um povo como o ucraniano, que foi invadido
barbaramente, por quem da vida apenas tem medo, tem poder e quer mais dinheiro
não pode ser tratada por quem apenas vê cifrões e lucro como é o caso dos
protagonistas do dia de hoje. O mesmo é válido para com os Palestinianos,
Israelitas, Afegãos, Ugandeses e muitos outros povos que estão em guerra porque
não são capazes de alterar os pilares actuais da existência humana.
Pensar sobre o assunto e cada um tentar, no seu dia-a-dia,
fazer a sua parte talvez conseguíssemos um mundo melhor para nós e para os
vindouros. É apenas uma alteração de padrões culturais. Digo eu, que não
percebo nada de diplomacia nem de armamento, apenas gosto de pessoas.
18/03/2025
Zé Rainho