terça-feira, 28 de abril de 2026

Abril de 1974

 É no passado que se alicerça o presente e se projecta o futuro.

Dito isto, de forma tão peremptória, importa salientar que, não se esquecendo o passado, o mais importante para a vida em comunidade, para a sociedade como um todo, é projectar o futuro.
Se os meus pais viveram melhor que os meus avós e eu vivo melhor do que os meus pais, eu seria um néscio se não almejasse e lutasse para que as minhas filhas vivam melhor do que eu. Estamos de acordo?
Então porque é que numa data tão importante como foi o 25 de Abril quase só se fale do passado, se endeusem as múmias, e não se alerte para o futuro e não se exija que o poder se esforce para projectar um futuro melhor, mais digno, mais fraterno, mais auspicioso?
Faça-se justiça ao Presidente da República que não se esqueceu de incentivar os jovens para a exigência, para a luta diária e permanente na defesa das conquistas, mas também, para a responsabilidade de as melhorar, de as aperfeiçoar.
Lembrar o passado não pode, sob pena de estagnação, deixar de apontar as deficiências que podem hipotecar o futuro.
Lembrar o passado não pode ser culpar sem apontar alternativas, mais e melhores práticas.
Passados 52 anos do 25 de Abril de 1974 já é tempo de mudar o figurino folclórico, arcaico, conservador, para uma festa moderna de rasgar horizontes e olhar para as sociedades mais desenvolvidas para as imitarmos nos seus aspectos mais relevantes.
Acho eu, que não percebo nada de nada.
26/04/2026
Zé Rainho

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