A maldicência nacional parece fazer parte do quotidiano das pessoas. Veja-se a Campanha Eleitoral para a eleição do mais Alto Magistrado da Nação. Não vamos eleger um qualquer presidente de Junta de Freguesia, por maior respeito que o cargo nos mereça, vamos eleger o representante máximo de todos os portugueses. E ao que assistimos: - ataques pessoais soezes. Campanhas difamatórias. Membros do Governo a entrar na disputa eleitoral, esquecendo que no próximo dia 24 poderão ter de lidar com a pessoa que ofenderam. O que é que esta gente pensa? Vemos um Ministro que até é inteligente e conhecedor a fazer o papel, rídiculo, de caceteiro-mor ao serviço Partidário. Mas o que é que este homem está a fazer? Ou será que não pensa e é, apenas, um lacaio? Como é que gente que, na sua profissão, até era respeitada, vai para o Parlamento e/ou para o Governo e passa a ser uma aberração de gente? É triste. Falo deste porque o considero inteligente e tem uma profissão que exerceu bem. Porque muitos outros não merecem referência por não serem inteligentes, nem conhecedores e, muito menos, terem exercido qualquer profissão, que não a política.
Não se vê ou ouve uma ideia para o futuro de Portugal. Para dar esperança aos jovens. Nada de nada. Nem sequer se tem em conta a classe dos Nem; Nem; (nem estudam, nem trabalham). Uma classe de gente que está a perder os melhores anos da vida (entre os 20 e os 35 anos) e nos quais poderiam produzir muito do que faz falta ao País.
Não há na Política Nacional uma ideia mensurável que possa ser avaliada. Lê-se o Diário da República e vê-se plasmado um conjunto de 97 medidas para a igualdade de género, por exemplo. Não há uma referência ao tempo, à forma, ao modo como é que tais medidas vão ser postas em prática. Não é possível descortinar nada de concreto. É uma retórica sofista, de outros tempos, mas rasca. Sem o aliciante da erudição. Hoje é tudo rasteiro.
Como é que podemos ser respeitados pela Comunidade Internacional se não nos respeitamos a nós próprios, dentro da nossa própria casa?
Quem me dera que acabe depressa a Campanha Eleitoral, para desenjoar e manter a minha sanidade mental, caso contrário, ou me alheio da Comunicação Social toda, ou dou em doido.

